Violência doméstica: sinais de um amor maldito

violencia-domestica

Violência doméstica: sinais de um amor maldito

Eu me assusto quando leio artigos que revelam a imensa e constante violência doméstica. Nós sabemos que isso ocorre com as pessoas que deveriam nos amar e nos proteger.

No entanto, a realidade é outra bem diferente e, estima-se que em 50% dos casos, o algoz está dentro de casa. Muitas vezes, ele dorme ao lado da vítima.

A violência doméstica se apresenta de várias formas, como agressões físicas, psicológicas e emocionais.

Violência doméstica

Todos nós já ouvimos que a mulher vítima da violência doméstica se mantém nessa situação porque quer. Mas o problema maior de quem julga é a falta de conhecimento sobre uma realidade comum para muitas delas.

A quem pedir ajuda em caso de violência doméstica?

Muitas das mulheres que sofrem violência doméstica, sequer sabem o que fazer! Quando há dependência financeira ou carência afetiva, o quadro emocional se agrava ainda mais.

 

Leia também:

Violência contra mulher: 10 tipos de agressões que não são físicas

 

Considera-se violência doméstica toda agressividade física ou psicológica, com ou sem humilhação verbal. Alguns psicólogos dizem que toda violência tem um fundo sexual consciente e inconsciente. Acredito que sim!

Portanto, é preciso estar alerta aos sinais de seu parceiro e não permitir qualquer tipo de controle ou de manipulação.

Se coloque com atitude em situações que exijam uma postura firme e saiba reconhecer o parceiro que tem. Ninguém tem a garantia de estar livre da violência doméstica. Mas podemos cair fora desse relacionamento ao primeiro sinal de truculência.

Busque apoio

Não caia na história de acreditar em arrependimentos. Muitos homens, depois de bater na mulher, juram amor gentil e eterno. Porém, há um risco enorme disso se repetir. Portanto, seja esperta, previna-se desse trauma e não fraqueje!

Utilize a Lei Maria da Penha como amparo.

Respire fundo, é por aqui que se deve ir. Denuncie a violência doméstica e quem a praticou. Mesmo se faltar coragem e dinheiro, há políticas voltadas para as mulheres e que orientam e encaminham as vítimas.

Ligue 180 e se informe, inclusive sobre a possibilidade de ajuda psicológica e, se proteja ao máximo. Saia de cena e recomece outra vida.

Acredite, é possível dar a volta por cima!

A seguir, sinais importantes que nos acendem todas as luzes amarelas sobre como desconfiar de um parceiro que pode ser violento:

  • No início do relacionamento, ele fala de assuntos, como morar junto e casamento, tentando apressar demais a parceira.
  • Ele resolve os problemas com violência.
  • É verbalmente abusivo.
  • Usa ameaças e intimidação, como instrumentos de controle. Isso inclui ameaça física, assim como envergonhá-la, restringir sua liberdade, contar seus segredos, parar de apoiá-la, abandoná-la e até ameaçar cometer suicídio.
  • Ele quebra ou estraga coisas, quando está com raiva. Usa violência simbólica, como rasgar fotos do casamento.
  • Foi agressivo em relacionamentos anteriores.
  • Ele bebe ou usa outras drogas, que provocam efeitos como, perda de memória, hostilidade, crueldade etc.
  • Ele cita bebida e drogas, como justificativa para sua conduta violenta. Usa frases como “aquilo era a bebida falando, não eu” ou “fiquei tão bêbado que enlouqueci”.
  • O passado dele inclui encontros com a polícia por ofensas comportamentais, como vandalismo.
  • Já houve mais de um incidente de comportamento violento.
  • Ele usa dinheiro para controlar as atividades, compras e comportamento da parceira.
  • Tem ciúme de qualquer pessoa ou coisa que ocupe o tempo que ela poderia estar dedicando ao relacionamento.
  • Mantém a mulher em “rédeas curtas” e a obriga a explicar sobre como gasta seu tempo.

Outros sinais que seu parceiro dá:

  • Se recusa a aceitar a rejeição.
  • Espera que o romance dure para sempre. Usa frases como “juntos por toda a vida não importa o que aconteça”.
  • Ele projeta emoções extremas em terceiros (amor, ódio, ciúme, comprometimento). Isso ocorre mesmo quando não há evidência alguma que levaria a pessoa a percebê-las.
  • Ele minimiza incidentes de abuso e violência.
  • Gasta uma quantidade de tempo anormal falando de sua mulher e tira muito de sua identidade como marido ou namorado.
  • Caso o relacionamento tenha acabado, tenta recrutar os amigos e a família da mulher para convencê-la a voltar.
  • Ele vigia ou persegue a mulher em todos os lugares.
  • Acredita que as pessoas em volta dela não gostam dele e a encorajam a largá-lo.
  • Ele é resistente a mudanças e é inflexível, sem vontade de se ajustar a novas situações.
  • Ele se identifica com pessoas violentas em filmes. Encontra justificativas para a violência dos outros.
  • Sofre mudanças de humor ou é carrancudo, bravo ou deprimido.
  • Constantemente culpa os outros por problemas que ele criou e não assume as consequências de seus atos.
  • Ele se refere a armas como instrumentos de poder, controle ou vingança.
  • Armas são parte de sua personalidade; ele tem uma, ou brinca, conversa e/ou lê sobre armas, ou as coleciona.
  • Ele usa o fato de ser homem como uma justificativa para sua conduta.
  • Ele toma todas as grandes decisões do casal.
  • Sofreu ou testemunhou violência, quando criança.
  • A mulher teme que ele vá machucá-la ou matá-la. Ela conversa sobre isso com outras pessoas ou fez planos a serem executados no caso de sua morte. Por exemplo, designar alguém para cuidar das crianças.

Talvez esses sinais possam nortear mulheres que sofrem de violência doméstica e que se identificam com muitas das questões citadas acima. Sendo assim, procure ajuda e não caia em armadilhas.

Caso você queira compartilhar conosco a sua história, basta nos escrever aqui.

Não tenha medo, nós somos mulheres que se ajudam dentro de um Movimento Íntimo Feminino bastante sério e que repudia qualquer manifestação que diminua nossa grandeza.

#relacionamentoabusivo #submissao #insatisfação #solidao #aureliaguilherme #autoconhecimento #culpa #obsessao #dependencia #sindromedeabstinencia #dependenciaquimica #angustia #depressao #ansiedade #panico #transtornopsiquico #amorpassional #autoestima #violenciadomestica #agressoesfisicas #agressespsicologicas #manipulaçao #homemmanipulador #homensmanipuladores #homemcontrolador #homenscontroladores #violenciacontramulher #relacionamentosabusivos #leimariadapenha #ajudapsicologica

Matérias Relacionadas

Revista

Mod. introdutorio

Capa-revista-top-secret-edicao-1
TOP SECRET

Top Secret – Ed.1

capa-revista-jornalista
Revista

edição especial top secret

casal-na-cama
Revista

Squirting: o esguicho do prazer

orquidea-clitoris
Revista

Clitóris bem estimulado

calcinha-preta
Revista

Estimular o ânus é cool

Sobre Mim
Aurélia Guilherme

Aurélia Guilherme

Uma jornalista que atua nas entrelinhas

mulher chateada