Sexo depois do parto: uma reflexão

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Sexo depois do parto: uma reflexão

Fazer sexo depois do parto é um dilema para muitas mulheres e também para os seus parceiros.

Isso acontece por alguns motivos importantes que devem ser observados com muita atenção e cuidado durante o resguardo.

O puerpério é um período complexo, em que a mulher passa por diversas alterações hormonais, emocionais e físicas.

A produção de prolactina, hormônio que produz o leite materno pode desencadear baixa lubrificação vaginal e falta de libido. Sem falar das outras transformações no organismo.

Embora isso não seja uma regra, a maioria das mulheres passa por isso e é algo mais comum do que parece.

Por isso, se você é recém-mamãe e se sente virada pelo avesso, você não está fora da curva. O sexo depois do parto é mesmo uma questão delicada.

É preciso olhar para esse momento de forma reflexiva e buscar conscientizar o parceiro para que ele realmente entre nesse bonde.

Sexo depois do parto: como lidar?

Quando falamos de sexo depois do parto, vale lembrar que é preciso esperar o período de 6 semanas depois da chegada do bebê, no mínimo. Depois disso, tudo vai voltando ao normal, do útero às emoções.

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Mas uma coisa é fato: a chegada do bebê é mesmo um tempo de muita turbulência, não é verdade?

Mas fique tranquila, depois de tanto cansaço e esgotamento no pós-parto, chega o momento tão esperado da mais nova mamãe reencontrar a sua fêmea interior.

Ou seja, além de recuperar as energias perdidas, a recente mamãe também precisa sentir-se mulher novamente.

Para aquelas mais preparadas e mais integradas com seus arquétipos femininos, naturalmente a fêmea volta, junto ao instinto de pegar fogo na cama.

No entanto, é importante deixar claro que o “buraco” é muito mais embaixo e que a maioria das mulheres sente grande dificuldade nesse retorno ao sexo, logo após a experiência de ser mãe.

Há muito cansaço e falta de energia durante esse processo.

É por isso que, nesse momento, muitas de nós buscamos apenas carinho, suporte e a segurança de que somos realmente amadas.

Por isso, independente da vontade pelo sexo ou a completa falta de libido, em primeiro lugar, é fundamental respeitar a si mesma nesse momento, mas sempre trazendo um espaço de auto-observação.

Dê tempo ao tempo, mas jamais estacione-se neste lugar.

Permita-se estar em constante movimento, buscando a sua transformação e conexão com todas as suas facetas femininas: mãe, menina, mulher selvagem.

 

O homem desconstruído

O desafio de ser realmente um suporte para a companheira deveria ser uma tarefa designada a todos os homens. Um casal deve estar preparado para esse momento de tanta cumplicidade que é o nascimento de um bebê.

Mas na realidade, a carga pesa mesmo é nos ombros da mulher. Para os homens, também não é fácil desconstruir-se da cultura machista, mas não há outro caminho.

Ou seja, o homem deve fazer a sua parte e absorver as necessidades femininas para ajudar a mamãe a vencer etapas difíceis e confusas. Afinal, o combo hormônios e emoção está em franca atividade. Por isso, a família anseia por homens comprometidos com a sua constante evolução.

Paralelo a isso, essa é uma excelente oportunidade para o homem dar novo significado para o papel que ele ocupa no mundo. O “novo homem” é aquele que se permite morrer e renascer para acompanhar as transformações sociais e comportamentais dos movimentos de igualdade.

Esse homem é aquele que enxerga a mulher que o acompanha como uma verdadeira deusa e está sempre atento às suas necessidades.

Por isso, é este homem transformado que deve compreender a situação, sem que a mulher precise desenhar o óbvio.

Depois do parto, a mulher se encontra completamente esgotada energeticamente, sem tesão e de camisolão o dia todo. Ela fica meio tonta com tanto amor pelo bebê e a confusão de uma fase linda e também tão complicada.

Sendo assim, é preciso que o parceiro tenha empatia, paciência e maturidade para lidar com essa situação. Não há nada de errado em dizer isso a ele, embora muitas vezes ainda seja tão cansativo educá-los sobre sua inteligência emocional.

Um turbilhão de emoções, hormônios e desejos

Obviamente, o recente papai deve também estar confuso, com a libido lá em cima, desesperado para ver seu “penílson” em ação. Porém, é preciso segurar a onda e usar de toda essa potência masculina para oferecer suporte para a família.

Por isso, como se espera de um parceiro bom de escora, é chegada a hora de usar toda a sua inteligência sexual para ajudar a trazer a libido de sua amada de volta.

Afinal, ela merece carinho, amor, cooperação, gentileza, paciência e também dedos delicados, língua macia e tudo mais que for preciso para satisfazê-la. É ela que manda!

É claro que isso deve ser feito com imensa cautela e sob total vontade da parceira.

E se ela ainda não estiver preparada, o ideal é guardar o pênis dentro do pijama e usar toda a sua energia para oferecer uma massagem relaxante ou sugerir apenas para vocês dormirem de conchinha.

O homem tem que entender que carinho, respeito e amor dão um tesão danado.

É preciso fazer com que a recente mamãe sinta-se mulher novamente.

Mostre o quanto ela é amada e que vocês estão juntinhos nesse momento. Sendo assim, não há receita de bolo, mas conexão com o sentir que provoca a criatividade.

Afinal, o homem deve entender que ele não “ajuda a mulher” no pós-parto, mas que tem exatamente a metade da responsabilidade nesse processo, ok?

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