Qual é o problema dos homens?

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Qual é o problema dos homens?

Há uma crescente queixa feminina sobre os homens, quando o assunto é relacionamento íntimo. As mulheres comentam sobre deslealdade, manipulação, falta de maturidade, e gentileza no trato feminino.

A questão é mais profunda do que se imagina. Nesse artigo, gostaria de colocar em reflexão, a dificuldade de estabelecer um relacionamento integral com os homens desse tempo. É difícil entender essa lógica masculina. Abrimos a discussão sem reservas.

Afinal, qual é o problema dos homens?

Queixa feminina

Em grupos femininos, comenta-se que alguns homens perderam a noção de respeito. Sim, muitas mulheres se sentem padronizadas como objetos de mero prazer e vaidade masculinos.

Relacionamentos rasos e descartáveis, que passam por cima dos sentimentos e valores humanos. A pergunta que todas fazem é:

Qual é o problema dos homens?

 

Veja também:

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Há uma discussão constante de movimentos feministas nas redes sociais que abordam justamente o assunto de forma bem consistente sobre a postura de algumas mulheres nesse contexto, que trago para nossa discussão:

Não faz muito tempo que resolvi expor minhas ideias nas redes sociais. Mas, com tantas ofensas ao ser feminino, resolvi fundar o Movimento Íntimo Feminino para expor minhas ideias e tentar dar voz àquelas que precisam de apoio e de maior clareza frente ao papel que temos na sociedade.

A cultura patriarcal faz ao longo da história um desserviço ao ser feminino. E muitas mulheres, realmente acreditam que elas devem mesmo deixar adormecer potencialidades infinitas e se submeter ao que é imposto. Algumas acreditam que a outra mulher é uma concorrente.

Outras ainda investem no corpo, na beleza e se esquecem que o encanto está exatamente em uma cabeça pensante. Algumas se depreciam.

O Movimento Íntimo Feminino convoca a todas para uma discussão sociológica sobre como melhorar a condição de muitas mulheres no mundo.

Aquelas que aceitam essa distorção devem vir para o movimento porque não podemos somar à essa cultura machista, fortalecendo ainda mais esse desserviço que nos desconstrói e nos coloca em posição de inferioridade no mundo.

Muito já avançamos, mas é preciso encorajá-las ainda mais.

Não permita mais se sentir ultrajada e permanecer em um lugar que não é seu, mas que insistem em nos colocar.

As mães podem fazer a sua parte e educar as crianças com base no amor e respeito ao outro, independente do gênero. O mundo está diferente. As relações interpessoais precisam ser trabalhadas urgentemente.

Um relato de uma queixa

Qual é o problema dos homens que ainda insistem em modelos antigos de depreciação das atitudes femininas que diminuem a mulher?

Então vamos refletir sobre essa história que nos relata uma querida através da nossa comunidade feminina:

“Fui a um evento com pessoas distintas de nossa sociedade, acompanhando uma grande amiga com seu namorado. A história se inicia no momento dos cumprimentos. Conhecia poucos no local, o que era inversamente proporcional ao namorado da minha amiga.

Então, os acompanhei nos cumprimentos e nas apresentações. À medida que ia sendo apresentada aos convidados, me deparei com uma senhora, aos meus olhos, bem bonita.

Ela parecia bem sucedida. Com um belo bronzeado, ela trajava um vestido decote ‘JoJo Todinho’. A saia envelope deixava à mostra as pernas. E ela as exibia em cruzadas bem ao estilo do filme Atração Fatal, sem qualquer preocupação em mostrar sua roupa íntima.

Achei diferente. Reparei que os olhos de todos que estavam à sua frente se fixavam em seus movimentos. Porém, preferi manter uma opinião de que a mulher pode usar o que bem entender, já que somos livres. Tentei não julgar, mas continuei a analisá-la.

Era uma festinha para poucos convidados e o anfitrião nos deixou à vontade para levar nossa própria bebida. Compartilhamos com os mais íntimos.

A minha surpresa foi quando, a mesma distinta senhora, veio até nós e pediu para degustar nosso vinho, que diga-se de passagem, veio com bastante sede.

Ela gesticulava e se movia, como a se exibir para o acompanhante da minha amiga. Percebi que ele estava meio desconcertado, porém já se conheciam antes de algum lugar e ela deixava isso bem evidente. Ela ria alto, seus seios eram expostos propositadamente.

Se levantava o tempo todo, ensaiava passos de dança na frente do namorado da minha amiga, quase a humilha-la com seu excesso de gostosura.

Na sequência, emendou generosos e magníficos elogios à ele, que tentava ser gentil. Para encerrar, ela o abraçou e disse que eles eram amigos de longa data e que ela o adorava.

Minha amiga respondeu sorrindo de forma bem clara e objetiva, que ele estaria completamente livre para ela, se assim fosse o desejo de ambos”.

A grande questão da queixa feminina

“Como podemos exigir dos homens o comportamento respeitoso e decente, sendo que nós mesmas temos comportamentos tão levianos e desrespeitosos com outra mulher?

Na minha opinião, exaltamos os homens com o nosso rebaixamento. Nossas imagens são levadas em níveis tão baixos, que nos tornamos objetos facilmente substituíveis.

Os objetivos da minha colega de gênero nunca saberei, e não me ‘pré-ocupo’ com ela.

O ponto é que, por causa desse tipo de comportamento, temos sido todas julgadas e sentenciadas a um tratamento inferior.

Somos niveladas por baixo…

Não defendo os homens e nem justifico os atos machistas que nos magoam tanto.

Minha sensação é que quando mulheres fazem isso, parece estarem roubando nosso direito de igualdade e respeito. Ao se vestirem com vulgaridade, nos fazemos passar por prostitutas, agem como elas e não recebem nada. Somente desprezo. Acredito que a sensação de vazio e solidão é o que sobra, assim que o suposto homem desejado, termina o que veio buscar e sai a busca de um novo objeto.

Agora, imagine-se numa sociedade onde todas as mulheres são virtuosas. Onde elas não olham para homens comprometidos. Não se jogam no colo deles. Mulheres que os façam conquistá-las e que não aceitem qualquer tratamento. Que não exponham o corpo, como uma mercadoria disponível por nada e que apenas se deixem apreciar pelo escolhido. Apenas ele tem essa deferência.

A maioria dos homens não age de forma tão desrespeitosa com outro homem acompanhado. Eles são bem cúmplices um do outro.

Algumas mulheres plantam um tremendo abacaxi na própria vida e esperam colher uvas. É preciso repensar sobre a verdadeira sororidade”.

Uma outra queixa feminina

Uma outra amiga das redes sociais me trouxe outra abordagem. Ela fala da falta de caráter e de companheirismo dos homens e bate forte:

“Qual é o problema dos homens?” Ela afirma que o caráter define o homem e que, infelizmente, a maioria se nivela por baixo:

“Os homens se acham os donos da cocada preta. Pode ser qualquer um, de qualquer idade, peso, altura e classe social . Muitos deles têm graves traços de caráter… não querem nada com nada… Eles não dão valor às mulheres, nadam de braçadas com as ‘picaretas’. Nos tratam com desdém e são viciados em vídeos pornô… O pior, que eles estão em todas as gerações.”

Aberta a discussão da queixa feminina

Sim, a maioria dos homens ainda se mantém com péssima reputação. A discussão está aberta.

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Clique na foto e vamos escutar o que o novo homem tem a dizer. Entrevistei Dudu Pelizzari e divido com você esse encanto de ator que faz sucesso por onde passa.

Alguns homens já têm uma postura bem interessante frente ao nosso empoderamento. Eles reclamam que não possuem lugar de fala.

Aplaudimos e damos voz à esses.

Mas, a verdade é que a maioria parece não querer sair da zona de conforto.

E a queixa feminina segue nas rodas entre Luluzinhas: Desleais, machistas, folgados, oportunistas, sem caráter, broxa e, por aí elas seguem em desabafos e indignação constantes…

Nosso Movimento Íntimo Feminino é democrático.

Por isso, deixemos abaixo, espaço suficiente para todos os comentários sobre: qual é o problema dos homens?

#Qualéoproblemadoshomens #machismo #deslealdademasculina #LeiMariadaPenha #JoJoTodinho #preconceito #desrespeitofeminino #aureliaguilherme #movimentointimofeminino

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