Amor doentio precisa ser identificado

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Amor doentio precisa ser identificado

Esse artigo é para qualquer pessoa que suspeita viver um amor doentio.

O amor enche a vida de motivos para buscar a alegria e os momentos de prazer. O início de um romance, então, nem se fala. Tudo é perfeito, apenas as qualidades vêm à tona. Finalmente o parceiro ideal foi encontrado. Que paixão!

No entanto, o próximo passo é fundamental para construir uma base sólida desse relacionamento e para o surgimento do verdadeiro amor. Mas esse caminho tem muitas curvas e é preciso estar atento aos apelos de um amor doentio.

A insegurança excessiva promove fantasias distorcidas da realidade. Um amor doentio cava um abismo entre o casal, um inferno que desestrutura qualquer relacionamento.

Amor doentio precisa de ajuste

Algumas pessoas vivenciam um amor doentio. É incrível, como o amor, que poderia ser livre e doado, se torna dependente e obsessivo. O ser amado deixa de ter vida própria e passa a viver a vida do outro. É claro que isso não pode ser positivo na vida de ninguém!

Mas uma boa terapia pode renovar esse sentimento com ajustes necessários para a harmonia do ser. Amor doentio é o tema da entrevista com a Psicóloga Luciana Martins. Confira:

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A psicóloga Luciana Martins, CRP – GO 09/7968, atende a muitos casais que passam pelo transtorno de um amor doentio. A terapia é um dos caminhos para ajustar esse terrível sentimento.

Aurélia Guilherme – Como reconhecer que o amor está se tornando doentio?

Luciana Martins – Amores doentios acontecem, quando um dos parceiros passa viver a vida do outro. Dessa forma, se estabelece uma relação de dependência e obsessão.

A pessoa passa a vigiar a vida do outro, deixa os amigos e a família de lado. Há um medo intenso desse relacionamento acabar e, com isso, iniciam-se os sintomas de controle e de ansiedade excessiva. É um comportamento semelhante a um vício. Sua energia passa a ser drenada e desprovida de alegria.

Aurélia Guilherme – Qual deveria ser a conduta do parceiro(a) que está recebendo toda essa carga emocional?

Luciana Martins – Todo relacionamento saudável tem como bom condutor, o diálogo. Ter uma conversa funcional, com objetivo certo e sem acusações, é um ponto de partida.

Deve-se compreender o que se sente e isso ser revelado e expressado de forma clara. Assim, ambos desempenham um papel ativo nessa relação.

A vida amorosa resiste ao teste e ao tempo. Caso um dos parceiros tenha dificuldade de compreender o outro e de se expressar, se faz necessário buscar ajuda de um profissional.

Aurélia Guilherme – O que as pessoas são capazes de fazer por um medo incontrolável da relação se acabar?

Luciana Martins – Em alguns casos, algumas pessoas perdem sua rede de contatos e não conseguem ser produtivas no trabalho. Para algumas, esse medo se torna um gatilho, que pode desencadear em transtornos psicológicos. Além disso, em casos mais severos, o amor doentio pode provocar reações agressivas e até mesmo criminais.

Aurélia Guilherme – Os relacionamentos conflitivos devem ser evitados?

Luciana Martins – Não existe relacionamento perfeito. Conflitos vão sempre existir, quando houver um casal. Mas é importante estar atento aos sinais que o (a) parceiro (a) apresenta. Fazer uma escolha por uma ótica racional, avaliar os critérios para só, então, fazer o investimento saudável da sua emoção.

 

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Aurélia Guilherme – Quando o amor vira doença, ele pode estar associado a algum transtorno psíquico?

Luciana Martins – Sim, isso pode acontecer. Um amor doentio pode estar ligado à quadros de angústia, depressão, ansiedade e pânico. Além desses transtornos, estudos recentes mostram que certas áreas do cérebro são ativadas, quando surge o interesse por alguma pessoa.

O mesmo é observado na obsessão. Uma sensação química que gera dependência. Quando se fica longe da pessoa “amada”, sintomas físicos semelhantes nas síndromes de abstinência das dependências químicas, são percebidos.

Muitas vezes, a ajuda profissional é fundamental para evitar transtornos e até tragédias, fruto de um amor passional e doentio.

Aurélia Guilherme – A terapia pode curar um amor doentio?

Luciana Martins – A terapia pode auxiliar a pessoa no processo de entendimento do que está acontecendo. Assim, ela se torna mais funcional nesse aspecto da sua vida.

É necessário que a pessoa reveja os seus critérios para que sejam feitas escolhas saudáveis. Além disso, a terapia auxilia o paciente a focar sua energia em outras atividades que lhe proporcionem prazer.

Facilita ainda o resgate da autoestima e a amplitude da consciência de que ninguém irá preencher o vazio existencial. O outro deve acrescentar algo a mais na vida do casal.

Aurélia Guilherme – Em muitos casos, procura-se por um especialista somente quando o relacionamento já está destruído. Qual a hora certa de procurar ajuda terapêutica e não deixar que os conflitos se acentuem?

Luciana Martins – Infelizmente, essa é a tendência do ser humano, procurar ajuda somente quando o problema se instala. No entanto, a ajuda deveria ser reconhecida quando os primeiros sinais se apresentam. Seria bom buscar a psicoterapia individual e depois, a de casal.

Temos que pensar na prevenção, no cuidado consigo e com o outro. Palavras e atitudes doentias ferem e podem por a perder um amor que poderia ser bem diferente. Boa parte dos casais vivencia relacionamentos problemáticos.

Situações que devem ser analisadas em um relacionamento por cada um dos parceiros:

  • Insatisfação frequente de um dos parceiros.
  • Cobranças corriqueiras e excessivas.
  • Expectativas exageradas à respeito do outro.

Aurélia Guilherme – Qual o problema neste tipo de vínculo? Há necessidade de intervenção profissional?

Luciana Martins – Muita expectativa e frustração desgasta o relacionamento, quando o outro não as supre. Outro problema de um amor doentio é quando um dos parceiros sofre de oscilações de amor, ou seja, ora ama, ora odeia. E assim, joga com isso, deixando o outro bastante vulnerável emocionalmente.

Sendo assim, faz-se necessário a intervenção de um profissional da psicologia. A pessoa precisa buscar ajuda. Assim, ela adquire novo significado na forma como percebe o outro.

Aurélia Guilherme – Quais as suas impressões sobre esse tipo e como lidar com essa situação?

Luciana Martins – Jogos foram feitos para crianças, bem como relacionamento são feitos para adultos. Para ter um relacionamento, o sentimento deve ser respeitado. Logo deve haver maturidade para cuidar e cultivar um amor saudável.

Conte aqui a sua história de amor doentio.

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